O Feminismo como agente de deterioração social – parte 1

Posted: February 23, 2014 in Ideologia, Misoginia e misandria, Movimento Vitimista, Uncategorized
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As pessoas que seguem blogs como este, provavelmente sabem que a ideologia política Feminismo não tem nada a ver com aquilo a que se propõe. Mas embora muito se discuta sobre os aspectos misândricos do feminismo, pouco se fala sobre a misoginia que o movimento promove, e a desvalorização do papel da mulher em suas respectivas sociedades, e os resultados disso.

A “opressaum histórica”

Historicamente, a divisão de trabalho entre seres humanos se deu segundo suas aptidões naturais. Produção, segurança e liderança para os homens, e educação, socialização e reposição populacional para as mulheres. Segundo as feministas, e sua famigerada teoria sobre o “Patriarcado”, os homens organizaram a sociedade dessa maneira para que eles pudessem obter os melhores benefícios em detrimento das mulheres, que ficaram relegadas a um segundo plano. E pegaram alguns momentos da história escolhidos a dedo para provar isso.

Bem, certamente o que se entende como sendo a estrutura de poder e status social, foi construída por homens, e é mantida por homens. Mas eles não são os maiores beneficiados por ela. Pelo menos não a vasta maioria deles.

Basicamente, a alegação das feministas é de que as mulheres não tinham o direito de definir seus próprios papéis dentro da estrutura social, sendo relegadas a tarefas inferiores como trabalho caseiro e educação dos filhos, sendo assim impedidas de realizarem todo o seu potencial como seres humanos. E basicamente, isso implica que a única maneira de se ter dignidade enquanto pessoa, é se o resultado das suas ações se traduz em ganho material imediato – geralmente sob a forma de dinheiro. Colocando nesses termos, todo homem é digno, assim como toda mulher assalariada. Mas a mulher que é dona de casa e mãe em tempo integral, não o é, porque o trabalho dela, não importa o quão bem feito seja, não se traduz em ganho material imediato. Outra alegação é de que, ao se tornar esposa e mãe em tempo integral, a mulher se torna dependente financeira do homem, e portanto, sujeita a autoridade deste. Ora, isso é verdade. Mas a mulher que não quisesse se tornar sujeita à autoridade de um homem, poderia se unir às lésbicas e outras mulheres rejeitadas para matrimônio e algumas poucas mulheres com instrução e posses, na força de trabalho. Essa opção nunca foi vetada às mulheres. O que acontece na verdade, é que a escolha da maioria das mulheres era incompatível com os objetivos do movimento feminista, e de seus financiadores e promotores. “O feminismo era profundamente contrário às concepções tradicionais de como as famílias devem ser organizados, [já que] a própria existência de donas de casa em tempo integral era incompatível com o movimento das mulheres …. Se até dez por cento das mulheres norte-americanas permanecem donas de casa em tempo integral, isso  reforçará as visões tradicionais do que as mulheres devem fazer e encorajará outras mulheres a se tornarem donas de casa em tempo integral, pelo menos enquanto seus filhos são muito jovens …. Se as mulheres desproporcionalmente tirarem uma folga de suas carreiras para terem filhos, ou se eles trabalham menos duro do que os homens em suas carreiras, enquanto seus filhos são pequenos, isso irá colocá-las em desvantagem competitiva vis-à-vis com os homens, especialmente os homens cujas esposas fazem todas as tarefas domésticas e a criação dos filhos…. Isso significa que não importa como qualquer feminista individual possa sentir-se sobre o cuidado da criança e as tarefas domésticas, o movimento como um todo teve razões para desencorajar do lar em tempo integral.” Jane J. Mansbridge, Why we lost ERA, 1986.

Basicamente o que transcorreu na década de 60 foi o mesmo tipo de campanha coercitiva que usaram para mandar os homens para a guerra, só que com o objetivo de forçar a entrada de um grande volume de mulheres no mercado de trabalho. Entre 60 e 70, as feministas fizeram contra as donas de casa, o mesmo tipo de campanha suja de degradação moral que hoje fazem contra os homens, além de fazer lobby pelo divórcio sem culpa, bem como a derrubada das leis que beneficiavam famílias sustentadas por uma única fonte de renda e benefícios e proteções legais para esposas e mães. Segundo a socióloga Jessie Bernard, “a própria privação de apoio assegurado, enquanto viverem, pode ser uma das melhores coisas que poderiam acontecer com as mulheres” (The Future of Marriage, 1982). A idéia era que se os homens pudessem largar o casamento com impunidade, deixando as mulheres sem qualquer apoio, elas seriam forçadas trabalhar, querendo ou não. Carolyn Graglia descreve isso no livro Domestic Tranquility: A Brief Against Feminism (Spence Publishing, 1998): – O principal fator contribuindo para a feminização da pobreza foi a mudança para um sistema de divórcio sem culpa sob a qual o divórcio é facilmente obtido, mesmo quando contestado por uma das partes, e os homens são capazes de terminar casamentos sem fornecer pensão alimentícia adequada ou apoio à criança. A busca feminista para fungibilidade da mulher com os homens levou o movimento das mulheres a apoiar a invalidação de leis que beneficiavam e protegiam as mulheres. Esse foi o impulso, por exemplo, do litígio dirigido por Ruth Bader Ginsburg, quando ela era diretora do Projeto sobre Direitos das Mulheres da American Civil Liberties Union e, muitas vezes utilizando demandantes masculinos, assegurou a invalidação de leis que favoreciam as mulheres. A teoria era que a obliteração de todas as distinções sexuais legais acabaria por ser do melhor interesse das mulheres trabalhadoras; essas mulheres, incluindo donas de casa, que desejavam manter os benefícios da legislação protetora nunca foram as mulheres com cujos direitos o projeto estava preocupado” (p.295).

Cui Bono?

O resultado disso é que agora, um maior número de mulheres possuía fonte própria de renda. Mas as mulheres não foram as maiores beneficiadas com essa medida.

Os maiores beneficiados foram o governo, e os homens que financiam os políticos. Os empresários, porque com o influxo de mão de obra, agora a procura se tornara maior do que a oferta, permitindo que os empresários oferecessem um menor salário e obtivessem uma maior margem de lucro. Note que quando digo empresários, não me refiro a pequenos empreendedores, pois estes também são explorados pelo governo. Estou falando dos bilionários, os donos de cartéis e megacorporações, aqueles que financiam os políticos e suas campanhas, e que em troca, tem os interesses priorizados acima dos do povo. E o governo também lucra, porque com mais trabalhadores, você tem mais pagadores de impostos, e mais burocracia, que serve pra expandir o governo. E expandir o governo significa aumentar os impostos para pagar essas expansões.

E aqui está o golpe de mestre. O aumento dos impostos e diminuição do salário força as famílias a precisarem de duas rendas para manter um padrão de vida confortável. É um círculo vicioso, cujo resultado é todos serem obrigados a trabalhar – por um menor pagamento – enquanto os megaempresários obtém uma fatia bem maior de lucro, e o governo usa a burocracia gerada como pretexto para se expandir e aumentar os impostos, também enriquecendo às custas da população.

Mas o que essa droga toda tem a ver com deterioração social?

Com as mulheres agora almejando o mesmo papel do homem na sociedade – fosse por ganância, inveja ou medo de reprovação social – a educação, socialização e reposição populacional teriam que ser delegadas a outros. Novamente, ganho para o governo e para os empresários. A educação dos filhos era um direito inalienável dos pais. A única maneira de o governo usurpar esse direito sem iniciar uma revolta, seria convencer os pais a abrir mão dele. A isso o feminismo serviu perfeitamente bem, quando aliado ao decreto criado pelos nazistas nos anos 30, que criminalizava o homeschoolling e obrigava todas as crianças a serem matriculadas em escolas públicas.

Com os dois pais preocupados em manter as contas pagas e comida na mesa, as instituições educacionais governamentais ficaram livres para ensinar garotas a serem menos orientadas para a família, priorizarem o ganho de dinheiro acima da segurança e bem estar dos filhos, e serem mais intolerantes a comportamentos tipicamente masculinos. Esse é um processo gradativo, que aumenta um passo a cada geração. Até os dias de hoje, onde temos a normalização do aborto como garantia para a irresponsabilidade sexual feminina – e por consequência, da masculina, a completa desvalorização do casamento e da família, o que aumenta o poder do governo sobre os cidadãos, implosões demográficas em vários países, e um nível de deterioração cultural praticamente irreversível.

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