“O Peixe revoltado” – ou “Uma bicicleta não quer outra bicicleta”

Posted: June 20, 2014 in Ideologia, Misoginia e misandria, Movimento Vitimista, Uncategorized
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Ontem recebi um link contendo esse artigo, e achei interessante – a princípio. Mas, surpresa, é uma queixa. De uma mulher moderna. Que não é sobre os homens não fazerem o que as mulheres querem… só que é. Então resolvi deixar minha singela resposta no face da moça, resposta que transcrevo aqui, para a posteridade.


Realmente, se paramos para avaliar, existe uma grande dissonância de criação. Os meninos sendo criados para serem homens, e as meninas sendo criadas para serem… homens?

Mas, diferente do que as mulheres pensam, houveram mudanças em relação à criação dos meninos. Eles aprenderam a lavar a própria roupa. A rechear o próprio lagarto. A sobreviverem por conta própria. Aprenderam que não precisam mais se submeter à escravidão salarial, porque já não é obrigação deles proteger e prover. Porque sem a pressão para a aquisição de posses materiais, precisamos de bem pouco para ficarmos satisfeitos, sobrando mais tempo para o lazer e empreendimentos pessoais.

Eu diria que a culpa não é dos homens. Não é nem mesmo das mulheres. É dos pais progressistas, que se esqueceram de informar às suas filhas que deveriam se conformar em ficar sozinhas, e que o modelo de mulher feminista ideal, é algo que os homens além de não quererem, nem sequer precisam.

Afinal a mulher moderna é o que ela se propôs a ser. É como o nosso companheiro de cerveja, que anda ao nosso lado como igual, que bebe, tem uma carreira, fala palavrão e gosta de futebol. Bem, exceto que tem seios. E vagina.

Mas nós não paparicamos o nosso amigo de bar. E esperamos que ele não despeje os problemas triviais dele sobre nós, afinal, como homem, ele fora ensinado a engolir a dor e aguentar firme – sem pedir colinho. Nem temos interesse em morar com ele, exceto talvez por breves períodos onde é vantajoso o acúmulo de recursos. Afinal prezamos nossa liberdade, independência e privacidade. E também não temos interesse em nos relacionar com ele, porque tudo o que ele tem pra oferecer, nós já temos ou podemos conseguir por nós mesmos.

Seus pais progressistas não ensinaram isso a vocês?

Mas a solução proposta por você não é muito interessante, no nosso ponto de vista. Se as meninas não querem ser ensinadas a serem algo que não querem, por que os meninos deveriam ser ensinados a querer algo que não querem – nem precisam? Talvez funcionasse por um breve período, após o qual os homens perceberiam o que lhes foi feito, criando uma situação ainda mais desconfortável do que a atual. Talvez vocês esperem que, se os homens forem deixados sem opção, eles não tenham outra escolha senão vocês. Talvez vocês não pensem que, atingindo uma posição financeira favorável, existem mulheres no leste europeu e nordeste asiático que, mesmo com toda a educação, ainda se sentem felizes por saberem rechear um lagarto, a diferença entre alvejante e água sanitária, ou trocar fraudas. E aparelhos eletrodomésticos e palavras como submissão não provocam horror ou vontade de morrer, já que essas mulheres não foram educadas com tais psicoses.

E mesmo para aqueles que não terão tais recursos, a maioria, eu creio, ser solteiro ainda é a melhor escolha. E nem é tão difícil, já que homens foram feitos para aguentar privação. Projetar seus medos em nós é inútil. “Antes só do que mal acompanhado”, lembra? Como seus pais progressistas falharam em ensinar isso a vocês?

Deveriam ao menos ter ensinado que relacionamentos são baseados em voluntarismo e reciprocidade. Você estaria bem menos confusa sobre o porque não consegue vender gelo para um esquimó.

E francamente, a velha rotina da insegurança masculina? Você se sente insegura por não comprar um elefante branco, só porque o elefante diz que você precisa dele?

Mas você tem razão. O mundo girou, e não vai voltar atrás. Nada mais de cavalheirismo, de deferência, de tratamento especial por ser o sexo frágil. As mulheres abdicaram de tudo isso quando rasgaram o antigo contrato social e assinaram o novo. Talvez não tenham lido as letras pequenas, mas isso já é problema delas. Bem vindas ao novo contrato social, de relacionamentos de curto prazo e sexo casual.

O mundo não vai girar atrás de vocês, e tampouco vão os homens. Nossos interesses não mais coincidem. Aqui é o ponto onde nós cumprimentamos vocês, desejamos boa sorte em seus empreendimentos, e seguimos por caminhos diferentes.

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