Uma outra aproximação dos relacionamentos.

Posted: August 24, 2014 in Misoginia e misandria, Relacionamentos
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Em vários blogs, vlogs, e grupos de redes sociais, podemos ver queixas generalizadas acerca dos relacionamentos modernos. O clima é de frustração, desilusão e irritação. Com o pós modernismo, se tornaram rampantes o individualismo radical e o utilitarismo, fazendo com que os relacionamentos sejam instáveis demais para durar à longo prazo. Os motivos das queixas masculinas são variados: no geral, são mulheres dizendo A e em seguida fazendo B, o abuso da descartabilidade masculina, e o sentimento de inadequação por querer ser… homem.

Uma parte desse problema se deve aos homens estarem sofrendo engenharia social para se tornarem idiotas emocionais e dependentes de aprovação feminina, o que os leva acreditar que as mulheres ficarão felizes se você fizer/der tudo o que elas querem, e a perseguir um arquétipo caricato de ‘bonzinho’, para no fim acabarem a ver navios, quando são classificados como “apenas bons amigos”.

Mas, que tal por um momento deixar a frustração de lado e parar para analisar mais racionalmente qual poderia ser o problema? Certamente que existem pessoas boas e ruins em ambos os sexos, mas todos os problemas com o relacionamento moderno não podem simplesmente ser resumidos ao eixo humano bom/humano mau. Relacionamentos de qualquer tipo são, antes de tudo, acordos. Então podemos introduzir a hipótese de que simplesmente pode ocorrer de o homem estar incautamente aceitando acordos ruins para si, sem que a mulher em questão seja realmente vadia ou mau caráter.

Economia dos relacionamentos 101

Propondo uma situação onde você tem [ABC], e que você esteja querendo [XYZ] em troca. Se você conhece uma mulher que tem [TXZ], e que esteja querendo [ABD], um relacionamento com ela ainda pode ser um bom acordo, se levarmos em consideração que todos somos imperfeitos e as chances de que você encontre uma mulher que esteja oferecendo tudo o que você quer é tão ínfima que considerá-la seria viver sonhando com princesa encantada.

Os maus acordos ocorrem quando:

– Você não tem o que está sendo requisitado para trocar: você tem [ABC], mas a mulher quer [HJK] (ou o alfabeto inteiro, no caso de algumas mulheres). Caso mais comum entre as neocons, feministas de Jesus e algumas feministas híbridas.

– Você aceita fornecer o que está sendo pedido, em troca de nada do que você originalmente gostaria de ganhar: Você tem [ABC] e quer [XYZ], mas a mulher que quer seu [ABC] quer te empurrar [NPQ]. Caso clássico da maioria das feministas, para quem agradar homem é considerado opressão.

No primeiro caso, você tem analisar o que a maioria das mulheres querem, e considerar o valor de troca. Via de regra, qualquer mulher que exija muito além do que tem a oferecer, é um mau negócio.

No segundo caso, você tem o que a mulher quer, só que o que ela está oferecendo não tem utilidade para você; porém, existe coerção social para que você aceite de qualquer maneira o que ela está oferecendo. Isso é comum dentro da esfera social de feministas e femosservadoras. Um exemplo de coerção são as acusações costumeiras de machismo e misoginia, que fazem os homens aceitarem para relacionamento de longo prazo, mulheres que tem experiência sexual e contracheque, mas prospecto inexistente de serem boas esposas e mães. Nesse segundo caso, cabe ao homem rejeitar a pressão social e a chantagem emocional, incisivamente, se necessário. A mulher só tem a ganhar com esse acordo, e a sociedade não vai ressarcir o seu prejuízo, e não existe legislação que te obrigue a aceitar uma mulher que não te traz nenhum benefício (para compensar as atribulações que eventualmente aparecem na vida familiar).

Então, a partir do momento em que você fica com peninha ou se acovarda, só pode culpar a si mesmo por ter aceito um acordo que acarreta em prejuízo.

Filtrando maus acordos

Existem circunstâncias onde o homem pode se poupar muita dor de cabeça ao analisar o que as mulheres estão propagandeando, e evitar de se investir em relacionamentos com elas, se os prospectos forem ruins para si. Aqui entra a interpretação da informação dada. Exemplos: “eu quero um homem bem resolvido” = “eu quero um homem com dinheiro”. “Pegada é fundamental” = “eu gosto de cafajestes”. Se você não atende, ou não está disposto a adquirir, tais pré-requisitos, você descarta a possibilidade de relacionamento naquele momento, ao invés de ficar semanas, meses tentando ganhar uma mulher que está pedindo algo que você não tem pra oferecer. Novamente, abandone o emocionalismo idiota. Se a mulher quer grana ou ser maltratada, o problema é dela. Não perca tempo tentando mudar as mulheres. Você não vai conseguir, vai perder tempo, e isso vai se tornar uma fonte de frustração constante na sua vida. O que se deve sempre levar em consideração é que todos têm o direito de procurar aquilo que consideram ser o melhor para si. Se mais tarde, a pessoa por algum motivo entende que o “melhor” que ela esteve procurando na verdade não é realmente melhor, o problema é dela, e você não tem que se prejudicar para que outra pessoa possa recuperar suas perdas.

Se a área aonde você se encontra é escassa em mulheres que ofereçam o que você quer, ou que desejam o que você tem a oferecer, expanda seus horizontes; comece a pesquisar outros locais e outras mulheres. Esse é outro ponto aonde você pode encontrar mais chantagem emocional e coerção social. Um exemplo básico disso, são as feministas acusando os homens de quererem escravas, quando estes procuram esposas tradicionais em detrimento delas. A queixa na verdade é sobre os homens não estarem dando o que as mulheres querem na ocasião, o que elas acham que lhes é devido. E não é.


Antes de pensar em entrar num relacionamento, deve-se considerar o que se quer, o que se está disposto a oferecer, e então pensar num acordo bom para ambas as partes. Tirar um tempinho para tais considerações pode poupar meses/anos de ressentimento e frustração.

 

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