A ascensão do “anti-feminismo” no exterior.

Posted: September 1, 2014 in Ideologia, Movimento Vitimista, Relacionamentos
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Um fenômeno recente, pelo menos no exterior, é a aparição de diversas páginas de mulheres contra o feminismo. Seja em redes sociais, blogs, tumblr, vlogs, declarações de jovens atrizes, muitas mulheres parecem acreditar que o feminismo já atingiu suas metas e, portanto, é desnecessário, ou que desvirtuou e que agora é algo nocivo às próprias mulheres.

As feministas, como de costume, alegam que tais mulheres são ignorantes, e que o feminismo é mais necessário do que nunca – obviamente, pela grande quantidade de feministas profissionais, professoras de estudos para mulheres, sociologistas, e outras mulheres com graduações inúteis, que teriam que procurar uma profissão de verdade, e organizações como a NOW (central do movimento vitimista nos EUA), que são verdadeiros sifões de dinheiro (e estatísticas adulteradas para justificar o por quê de ainda precisarem do feminismo).

A diferença entre os dois grupos é evidente. As anti-feministas costumam ser mulheres mais jovens, bem arrumadas, de aparência feminina e alegre. São um colírio para os olhos, principalmente se a paisagem cotidiana é repleta de mulheres relaxadas, peludas ou obesas.

Basicamente, as alegações das anti-feministas é de que homens e mulheres têm diferenças que devem ser respeitadas, os homens não são “o inimigo”, as mulheres não são vítimas indefesas, a alegação de diferença salarial é fajuta e se baseia nas escolhas diferentes que homens e mulheres fazem na hora de seguir uma profissão, entre tantas outras que se pode acompanhar nas páginas contendo textos e cartazes.

Mas…

Há algo de podre no reino da Dinamarca…

Isso é o que os homens americanos vêm dizendo, no mínimo, pelos últimos 40 anos. Por que só agora as mulheres acordaram para o fato?

Nos EUA, o feminismo é consideravelmente pior do que no Brasil. Lá, as feministas conseguiram até mesmo deturpar o processo legal, e abolir a inocência até prova em contrário do homem. Enquanto isso, tem mulheres matando e saindo livres, ou no máximo, recebendo um tapinha na mão. Mas eu vou me concentrar nas similaridades entre as sociedades ocidentais para então expor minha conclusão.

Por lá, a sociedade também lembra um esquema piramidal. Destacados no topo, mulheres no meio, homens trabalhadores na base. Livres de restrições morais e deveres sociais, as mulheres podiam fazer como bem entendessem, e então passavam a juventude e a vida adulta perseguindo seus princesismos, fosse carreira ou vadiagem, enquanto se ofereciam para os destacados na esperança de serem escolhidas por eles. Para os homens da base, friendzone, ou tratamento hostil, ficando a cargo da mulher a decisão. Para isso funcionar, as mulheres se valiam do apoio incondicional de pais babacas, e das dúzias de manginas dos quais elas se cercavam, para aprovar alegremente a sua conduta e alimentar seus egos. E por que isso sempre funcionou? Porque os poucos homens que reclamavam, eram logo silenciados na base da destruição de reputação, e caso essas mulheres atingissem os 30, e não conseguissem o destacado que elas mereciam (ou assim pensavam), sempre tem a Igreja e a mídia pra taxar os homens da base da pirâmide de moleques, por só quererem se divertir ao invés de se casarem e formarem família, como os homens de verdade têm que ser.

Soa familiar?

Dos anos 90 para cá, o descontentamento masculino cresceu. E cresceu a ponto de não conseguir ser escondido. Primeiro os homens começaram a reclamar entre si, e depois, abertamente. E depois começaram a retaliar. Os homens começaram a abandonar a sociedade em grandes números. Abandonaram o casamento, e renunciaram a produção excedente, necessária para manter a sociedade funcionando. Abandonaram as universidades, que são redutos de lavagem cerebral esquerdista. Abandonaram a Igreja feminizada, e passaram a ter a mídia como indigna de valor ou confiança. Com as mulheres, só queriam relacionamentos de curto prazo e sexo casual.

Os caras que queriam casamento, começaram a buscar esposas em outras regiões, como Sudeste Asiático, Rússia, Europa Oriental, e países sul-americanos, como o Brasil.

Não estranhe. Embora as mulheres daqui sejam o que são, para os americanos, elas fazem as conservadoras parecerem feministas, e as brasileiras não vão tratar os gringos assim como tratam os brasileiros, porque:

  • – gringos têm mais dinheiro do que nós, e a possibilidade de vida mansa no exterior.
  • – contam como destacados, porque são gringos – o que significa bom humor e sexo liberado.

Diante da revolta dos homens, primeiro, as americanas, tanto feministas quanto conservadoras, caíram de pau em cima deles, esperando que se pisassem neles o suficiente, eles voltariam para a lavoura calados. Mas, salvo os manginas mais emasculados, esse truque não funciona mais, porque a quantidade de homem é muito grande pra isolar e polarizar; eles criam grupos entre eles mesmos, e cagam e andam.

Com os homens abandonando a base, o peso da pirâmide caiu nas costas das mulheres, que agora não tem outra escolha, a não ser trabalhar, num mercado ferrado pelos esquerdistas que elas elegem desde que ganharam o voto, para colher benefícios indevidos. Com o governo não tendo mais a quem explorar para financiar o assistencialismo e o empoderamento das madames, e os homens não ligando muito para o que vai acontecer de ruim em breve, e, como diz a amiga Abigail, devolvendo um pouco do egoísmo e ingratidão que receberam durante a vida toda, o anti-feminismo chegou com força, virou moda, e parece que veio pra ficar. Mas não como uma reação ao feminismo…

Quanto aos homens brasileiros… A solução para o fim da cobrança de acordos sociais unilateralmente, casamentos por capricho, “vou cortar sua pika”, e afins, está bem aí. E se começar agora, dá pra poupar umas três décadas de abuso, que os americanos foram obrigados a sofrer até se revoltarem.

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Comments
  1. Roald Amundsen says:

    Queria ver a reação das nossas conservadoras que passam horas na internet discutindo moda e seus capachos conservaginas (a versão conservadora dos feministos) .

    • yancabral says:

      Não creio que haja uma. As que são conservadoras mesmo, não vão se ofender. E as que não são, provavelmente evitarão de se doer em público, pra não demonstrar que a carapuça lhes serviu.

  2. UMA MENTE OBSCURA says:

    eu ja tenho natureza ZETA/MGTOW desda adolescencia em 2001, muito antes do conceito existir. eu ja sempre fui extremamente egoísta com a sociedade devolvendo todo o egoísmo que foi usado contra mim. e eu me tornei misantropo/isolacionista 1 mes antes de conhecer o realismo, em 2011.

    o gado sempre vai seguir o gado, os machos betas são os que trabalham pro sistema, que se preocupam em se encaixar no sistema. ja um zeta como eu, é um completo individualista, que ve a humanidade e a sociedade com outros olhos, enquanto a maioria segue o rebanho, sendo marxistas, cristãos protestantes etc seja em manifestações estupidas etc eu fico em casa assistindo tudo pela televisão e rindo do caos. nõa é a toa que o próprio sistema usa a psiquiatria contra mim, porque o sistema tem um mecanismo de defesa contra pessoas como eu, por isso que em 2010, quando estava no começo de uma faculdade de matematica/estatística, fui trancado a força num asilo mental e tive minha faculdade interrompida e perdi meu curso, o sistema me invalidou porque não aceito jogar o jogo do sistema.

    não existe essa de lidar com joguinhos de mulher, o ideal é não viver em função do ginocentrismo. o cara que acha que mulher é objetivo na vida dele, mesmo se for consequencia, vai ficar preso ao jogo social de dominancia/submissão, e o zeta tem a vantagem de não jogar esse jogo, ignorando a hierarquia entre os homens. por isso que o zeta é naturalmente solitário, pois não existe quase ninguem como ele na sociedade, todo mundo tende a ser beta e seguir o jogo sexual/social, dominado pelo alfa.

    eu sempre tive potencial pra desprezar o ginocentrismo ate porque desda adolescencia ja optei por gostos e maneiras de se vestir diferentes do padrão, pessoas chegavam pra mim e diziam ”com essas roupas de rock tu não pega mulher” e eu no fundo ria pra isso, isso la pra 2002, hoje em dia eu percebi esse pontencial que eu tenho pra desprezar o ginocentrismo.

    eu faço o tipo que consome coisas relacionadas a masturbação, gosto de ver fotos de mulheres nuas, e nõa tenho vergonha de ficar só na punheta, porque basta eu me isolar socialmente e não precisar conviver com as pessoas, que eu consigo rejeitar o ginocentrismo na tranquilidade. feministas diriam que eu vejo mulheres como objeto, ja que elas são contra todo tipo de pornografia.

    • yancabral says:

      Há várias décadas, ninguém é trancado num hospício por ser apenas “contra o sistema”, ou “difícil de lidar”. Apenas casos graves, como suicidas e homicidas ganham tal tratamento.

      E o niilismo, creia você ou não, te torna parte do sistema atual.

      • UMA MENTE OBSCURA says:

        na minha opção só resta o niilismo mesmo, ate porque quem faz oposição ao sistema? que eu saiba é o racialismo branco/nacional socialismo/fascismo. como ja sou paciente mental eu terminaria na injeção letal dependendo desses caras.

  3. Libertador says:

    Texto muito bom!

  4. pollock says:

    Parabéns pelo texto e pelo blog, man!

  5. C says:

    Os brasileiros se anteciparam aos jogos mentais e emocionais feminismo criando o Realismo. Acho que os americanos deveriam conhecer essa abordagem que, inevitavelmente, seria um estrondo por lá.

    • yancabral says:

      Os americanos tem suas próprias idéias para lidar com o feminismo. O que os atrapalha é a coisa ser muito heterogênea, o que permitiu a infiltração pesada da esquerda, que agora tenta cooptar suas iniciativas. Algo a que o Realismo não é imune, pelos mesmos motivos.

  6. Pats says:

    Excelente postagem.

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