Zyzz, Dan Bilzerian, e nós.

Posted: April 2, 2015 in Filosofia de vida
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Vivemos em uma época em que a esquerda tem tido grande êxito em criminalizar e enterrar os modelos em quem os homens tendem a se inspirar, bem como sabotar identidades masculinas positivas – como ser pai de família e/ou ter uma carreira bem sucedida (através da destruição da família e da iniciativa privada), criando uma geração de homens apáticos, ressentidos, e incertos quanto ao futuro.

E é neste cenário que alguns modelos nada convencionais tem despontado, circunventando a falta de incentivo e as constantes campanhas vexatórias promovidas pelo movimento vitimista e pelos punheteiros da justiça social. Aqui, faço uma análise de dois modelos.

Aziz Sergeyevich Shavershian, O Zyzz (1989-2011)

Nada mal pra um nerd jogador de WoW, não?...

Zyzz, antes e depois.

De origem russa, mas cidadão australiano, Zyzz era o típico “frango” nerd, sem muitos amigos e invisível para as mulheres, que resolveu mudar e se tornou uma lenda entre aqueles que frequentam academia, e uma inspiração mesmo entre aqueles que não o fazem, devido ao seu discurso. Indo na contramão dos movimentos de aceitação da preguiça e feiúra, Zyzz pregava o auto-aprimoramento físico e a mudança de estilo de vida, como a saída da tristeza, apatia e falta de auto-estima, para uma vida mais feliz e plena. Apesar de criticado por muitos, pelo uso de anabolizantes (os quais ele nunca escondeu que tomava), Zyzz conseguiu a admiração até mesmo de fisiculturistas, por conta do resultado dos seus esforços pessoais.

Talvez a pedra no caminho de Zyzz tenham sido seus excessos. Zyzz foi do oito ao oitenta, passando de nerd introvertido a baladeiro. Onde antes havia apenas uma conta de jogo online, agora haviam os fins de semana gastos em baladas, raves, e bebida. Onde antes havia invisibilidade, agora haviam mulheres fazendo fila pra transar com ele. Talvez os excessos, somados ao uso de anabolizantes, tenham causado – ou agravado um possível problema congênito que levaria à – sua morte.

Talvez as maiores lições de vida deixadas por Zyzz, sejam:

– Acreditar em si mesmo;
– Motivar os outros a mudarem e se aprimorarem, seja através de palavras, exemplos ou mesmo demonstrando resultados pessoais;
– Todo mundo morre, mas nem todo mundo vive. Mesmo que excessos e erros tenham levado a um ataque cardíaco aos 22 anos, Zyzz optou por viver ao invés de apenas sobreviver, e lutou pelo que acreditava ser seu propósito maior.

Dan Bilzerian, o Blitz

Que vida chata...Dan Bilzerian é um jogador de poker profissional, e uma celebridade da internet, com suas fotos de estilo de vida extravagante. Dan teve sua vida e estudos assegurados previamente pelo pai, Paul Bilzerian, um tubarão de Wall Street que realizava tomadas corporativas (algumas dessas tomadas falhariam, e o levariam à falência e à prisão, anos depois). Falhando em ingressar nos Seals (forças especiais da marinha americana), ele ingressou na universidade, se formando em Negócios e Criminologia.

Bilzerian se tornou conhecido como jogador de poker e apostador, E mais tarde, como celebridade da internet, tendo a suas excentricidades documentadas e exibidas online. Claro, as extravagâncias de Bilzerian também lhe trouxeram revezes, tanto por brigas, quanto por excentricidades que não deram muito certo.

É pouco divulgado que Bilzerian faça algum tipo de filantropia, ou que faça jus ao seu diploma, possuindo negócios concretos; publicamente, Bilzerian é o estereótipo do playboy caçador de emoções – só que riquinhos mimados dificilmente mantém suas fortunas, quanto mais as ampliam. Bilzerian é pragmático, e tem uma noção considerável (mas não infalível) de quando assumir riscos.

A despeito dos processos, hostilidade, e especulações a respeito de seu dinheiro e a ligação com os negócios criminosos de seu pai, o fato é que Dan Bilzerian tem apostado nas cartas que a vida lhe deu – e continua ganhando.

… E nós.

Então temos dois caras diferentes, vindos de condições diferentes, com objetivos diferentes. Mas o que torna Zyzz e Bilzerian em modelos admirados por jovens, e adultos?

Ambos são homens livres que, numa época onde se criminaliza o mérito e se impõe a conformidade, traçaram objetivos para si, e fizeram como bem entenderam, dentro de suas possibilidades, sem dever satisfação a ninguém. Talvez o que falte aos homens de hoje, seja a percepção de que livres, eles já são – sendo necessária apenas a rejeição da conformidade e um profundo desprezo pelas campanhas vexatórias dos engenheiros sociais, que conduzem à conformidade e apatia.

E um objetivo, ou propósito maior, que é a parte que talvez seja mais difícil, pois exige reflexão sobre si mesmo, suas limitações e aonde se quer chegar. Depois disso, é trabalhar para expandir as próprias possibilidades, ter coragem para ousar, e temperança para evitar os excessos.

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