Desconstruindo o Vitimismo Femoabortista

Posted: October 22, 2015 in Filosofia de vida, Movimento Vitimista, Relacionamentos
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Ontem pela manhã, topei com mais uma sumidade das vitimistas, o link para o post original é este, e resumindo, se trata da história de uma “garota” de dezessete anos, com um nível de ingenuidade e passividade que beira a ficção científica, oprimida pelo pai, manipulada por um homem e abandonada grávida, oprimida pela sociedade, e morta por um aborto ilegal. O pacote Opressão Patriarcal ++ completo.

O texto é completamente desprovido de argumentos, sendo constituído de pura manipulação emocional, e isso fica claro para qualquer um com QI 100 (o das feministas gira em torno de 72, e o dos chimpanzés, 68), provido de racionalidade, e com vergonha na cara. É sabido que os conceitos de racionalidade e vergonha na cara foram criados por homens – obviamente com o intuito de oprimir as mulheres – e por isso, feministas também os rejeitam. Provavelmente se trata mais de comiseração, ou reforço ideológico para mulheres já perdidas para o feminismo, do que material para atrair leigas incautas. Sequer vem casado com alguma daquelas estatísticas 1-em-4 que já foram refutadas dezenas de vezes. Provavelmente porque não foi elaborado por uma “expert” acadêmica, mas por uma guria emo de quinze anos querendo causar.

Então, que tal variarmos um pouco, para sair da mesmice? Ao invés da habitual comiseração e conformidade ideológica, que tal olhar o texto considerando as mulheres como homens, como elas tanto sonham? – não o playboy cafajeste, o burocrata corrupto, ou o bandido consumado, que parecem ser o tipo de homem com quem elas exigem equiparação, mas com o indivíduo adulto, que será responsabilizado pelas próprias escolhas, e pelas ramificações de sua associação voluntária com estelionatários. 

O texto original segue em itálico, e meus comentários, em negrito. Já que o namoradinho é um sujeito oculto aleatório, vou tratá-lo aqui por Cafinha.

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“Joana, com 17
namorando a mais de um mês
Já pagou até boquete
mas sexo ela não fez

Joana é uma hipócrita, ou como popularmente são conhecidas, uma falsa certinha. Ao longo do texto, existem referências que implicam que Joana pertença a uma família com valores conservadores, ou a alguma religião organizada (no Brasil, certamente o Cristianismo). Só que cristãs praticantes (e teoricamente, também as conservadoras) não pagam boquete para um cara que conheceram há um par de meses, porque acreditam em guardar castidade, e compromisso antes de se entregar a intimidades sexuais. Já as mulheres liberais, que seguem apenas a parte do Cristianismo/conservadorismo que lhes é conveniente, porque gostam de receber tratamento deferencial, não verão problema em fazê-lo, contanto que isso não afete sua imagem pública de moça correta, que é a maior preocupação das falsas certinhas. 

“Não quero putaria”
falava o papai

Porque na esmagadora maioria das vezes, quem tem que arcar com os custos financeiros da putaria da filhinha, é o papai. E o problema não se restringe ao campo financeiro. Mesmo quando a mãe solteira menor de idade arruma um trabalho para aliviar o custo financeiro que ela gerou, alguém tem que cuidar do filho dela, e a tarefa acaba caindo no colo dos pais da menina. Mas aparentemente, no mundo das feministas, o pai não querer que a filha faça algo que vai resultar em futuros problemas e prejuízo para ele, é uma tremenda opressão.

mas o namoradinho ria
haha
“não quero nem saber”
você vai fazer, se me ama”
só quero saber de papai
com mamãe
na minha cama

E do que estamos tratando aqui? Um adulto olhando feio para uma criança de seis anos? Dois meses certamente é pouco para se conhecer a fundo uma pessoa, mas pode ser o bastante para colher informações gerais sobre ela. Cafinha, por exemplo, não está nem aí para os valores que Joana teoricamente segue. Ele ri abertamente desses valores. Mesmo sendo Joana uma cristã de festim, seria do melhor interesse dela não se envolver com um cara que não tá nem aí, porque isso poderia complicar a posição dela. Uma cristã praticante então, nem se fala. Mas aqui é onde geralmente vem racionalizações do tipo “ninguém manda no coração”, usadas para se isentar da responsabilidade de perpetuar relacionamentos com quem já deu sinais de que não vale muita coisa. ‘Coração’ é um eufemismo para instintos e emoções. Sabe quem mais é guiado por instintos e emoções, incapaz de exercer controle sobre estes? Animais irracionais.

No outro dia
o pai tava lá embaixo
a Joana também! por baixo do namorado!
Ela sendo despida
ele pelado

E aqui nós vemos que a falha não foi do pai opressor. O velho fez a parte dele, e depois confiou nela para seguir o que foi ensinado. Ela já tem dezessete, e não nove, caramba. 

Talvez fosse responsabilidade parcial do pai, caso o velho fosse um liberal bundão que pregasse rédea livre e zero responsabilidade. Se você passou todos os valores que tinha adiante, e ainda assim precisa vigiar sua filha, praticamente uma adulta, vinte e quatro horas por dia, ou acorrentá-la no porão para ela não fazer merda, é porque a índole dela é bem ruinzinha, e não há muito que se faça que vai adiantar muita coisa. O jeito é esperar que ela crie problemas após os 21 – quando a responsabilidade será exclusivamente dela. Mas Joana não podia esperar.

E apesar de tudo que diziam
ela sabia que não era um pecado
“coloca a camisinha”
“ô Joana, sem é mais gossstoso,
é só reza pra deus,
ele benze o meu gozo”
Joana não queria, mas acabaram fazendo

Peraí. Para saber que sexo não é pecado (na verdade é fornicação; sexo fora do casamento – ilícito), ela é capaz de pensar por si mesma. Mas na hora de recusar uma transa sem proteção, ela vai pela cabeça do Cafinha? Esse é um exemplo típico de quando a mulher se faz de burra para se eximir de responsabilidade pessoal. Ao se fazer de inocente, ela joga a culpa toda no Cafinha, quando a decisão de transar sem preservativo também foi dela. Imagina o Cafinha, na frente do juiz da Vara Familiar que está decidindo a pensão, dizendo que não queria fazer sexo, ela que obrigou? O juiz ainda era capaz de colocar ele em cana por deboche. 

Mesmo que ele ou ela fossem estéreis, existem outros fatores. E se o cara tivesse AIDS? (que ela provavelmente já contraiu, engolindo porra, mas para não desviar do texto, finjamos que os boquetes eram feitos com camisinha).

O que a falsa certinha não queria, era repercussão. Se ela realmente não quisesse sexo, gritaria estupro, e Cafinha iria para a prisão ou para o cemitério, dependendo do pai de Joana estar armado ou não. “Ah, mas ela fez por amor”… Ah, e com um par de meses ela já ama loucamente o Cafinha pra fazer o que ele quer. Mas para seguir a determinação do otário que deu teto, roupa e comida pra ela por dezessete anos, aí é opressivo? Mais evidência de que tipo de mulher Joana realmente é. 

fizeram na fé
“Deus, eu fico te devendo”
Mas Deus não perdoou…

Fé, Deus… Bão, se fosse fosse questão de religião, teriam guardado castidade, e feito depois do casamento, onde gravidez não seria um problema. Mas como Joana é hipócrita…

A pílula falhou!
Chazinho não funcionou!!
Joana enjoou!!!
Será que engravidou???

Todo modernete imbecil debocha das pessoas que tem algum princípio moral, dizendo que eles consideram que sexo é só para procriação – só que os mesmos modernetes tratam sexo como se fosse apenas para recreação, ignorando que a função biológica do sexo É a procriação da espécie. Exceto em casos de esterilidade, encher uma mulher de leite tem sempre uma porcentagem variável de chance de resultar em gravidez, ainda mais ela estando no auge da fertilidade, enquanto nova.

(Será amor? amor…?)
namorado fugiu
pra onde ele foi? alguém viu?

Naaaahh, que absurdo! Quem poderia imaginar que o Cafinha iria comer e sumir? Afinal, cafajestes são famosos por honrar compromissos e assumir responsabilidades, e não o contrário, certo?
Certo? 
É claro que os homens devem ser responsáveis e não sair engravidando mulheres por aí, e caso o façam, devem assumir a responsabilidade sobre a criança. E basta um nível de inteligência rudimentar para saber que os cafajestes são estelionatários, só pensam em si mesmos, em tirar proveito dos outros, e não vão assumir porra nenhuma. Exatamente por isso eles são rotulados como cafajestes.   

Exatamente por isso, a responsabilidade final sobre o sexo recai sobre a mulher, que vai arcar com as ramificações do ato sexual – A gravidez. Cabe a mulher negar sexo à homens que não prestam, ou exigir compromisso na criação dos filhos resultantes do ato. Mas essas mulheres alternam de fortes e independentes à vítimas incapazes, para se eximirem da própria responsabilidade sexual, e não se privarem de trepar casualmente com a escória do sexo masculino. As mesmas mulheres que choramingam sobre a conotação ruim trazida pelo rótulo ‘vadia’, porque fazem do rótulo ‘cafajeste’ um distintivo de honra.

Aqui também, curiosamente, Joana nem sequer cogita tratar do aspecto Legal das ações de Cafinha. Ainda que Cafinha não deva porra nenhuma à Joana (agradeça ao feminismo por ter te libertado, Joana), ele tem obrigações legais para com a criança. Quando os Cafinhas tem a grana de um Neymar, as mulheres instantaneamente procuram os direitos da criança (bem como a guarda primária), e não se importam nem um pouco com a fama de interesseira e golpista. Talvez o volume de dinheiro atenue o sofrimento de um tratamento tão injusto… 

“O que eu vou fazer?
Pra quem eu vou contar?
Não quero esse filho, eu vou é me matar!

Até parece.

Não… vou falar pra Maria, do salão
Ela vai entender a minha situação”
Joana, contou todos os lances
“não conta pra ninguém”
“não conta pra ninguém”
“não conta pra ninguém”
“não conta pra ninguém”
“não conta pra ninguém!!!”
Joana…
todo mundo já sabe do teu neném!

Resultado óbvio. A gravidez da Joana é um problema particular, que ela não deveria expor publicamente. Quando o Cafinha pulou fora, e diante da própria incompetência em resolver o problema sozinha, ela deveria aceitar as consequências e levar o problema para os pais dela E para os dele, aceitar o esporro, e dar um jeito na própria vida. Mas como boa modernete, ela preferiu seguir tratando com pessoas que não tem o menor comprometimento com ela. Joana não procurou a família porque não queria repreensão; queria comiseração e aprovação para se sentir melhor consigo mesma. 

“Vagabunda, engravidou na adolescência!
Na hora tava bom?
vadia sem consciência!

Mas é verdade. Na hora em que o Cafinha estava gozando dentro com o consentimento e cumplicidade dela, ela não estava preocupada com o futuro, estava? E agora que o futuro chegou, o quê? Ela é uma vítima sem agência, num mundo patriarcal que controla as ações das mulheres? Se fosse este o caso, o namoradinho cafajeste de Joana teria que passar pela aprovação do pai dela, e mesmo que passasse, jamais estaria sozinho no quarto com ela. A ironia é que num mundo patriarcal, Joana provavelmente não se tornaria mãe solteira.  

Olha lá? ela falou em abortar!
abortar?
Por que não pensa logo em se matar?
assume (assume!)
assume (assume!)
assume (assume!)
assume (assume!)

O que as feministas/abortistas não levam em consideração, é que a sociedade é contra Joana abortar o filho, do mesmo modo que é contra o Cafinha abortar Joana por não querer o filho. Caso contrário, o goleiro Bruno teria sido preso injustamente. “Meu dinheiro, minhas regras”. Na famigerada distopia Patriarcal alardeada pelas feministas, os homens colocariam dinheiro em “experts” para provar que “mulher grávida não é gente, é só um amontoado de células, um mero parasita que pode ser abortado sem problemas”.

Mas como os homens não fazem isso, elas então alegam que o “aborto masculino” é liberado, e acontece quando o Cafa sai fora – mas omitem que existem leis para impedir que o sujeito fuja da responsabilidade, e que oferecer sexo à esse tipo de homem sempre foi opção delas. E o sexo tem por consequência, a gravidez. O cafajeste que engravida a mulher e foge, o é porque a mulher escolheu o cafajeste para ser o pai do filho dela. Também há a alegação de que a mulher não busque a justiça por medo do que o namoradinho bandido vá fazer contra ela. Novamente, o problema começou no tipo de homem que ELA escolheu para se relacionar.

Na hora de se envolver com bandido, a vida é dela, a decisão é dela e ninguém tem nada com isso. Na hora em que os problemas surgem, “ain, sou vítima, não tive nenhuma escolha”. Essas mulheres, e todas as que as defendem, não valem porra nenhuma. 

E lava esse teu perfume de vagabunda
que nojo dessa buceta
cobre essa tua bunda!”
cala tua boca, ANDA DE BURCA!

Vitimismo purinho. Fez merda e acha que, por ser repreendida, está sendo tratada como muçulmana. Se fosse o caso, Joana estaria MORTA por ter atentado contra a honra da família.

Joana chorava,
não tem mais ninguém
ta que nem muita prostituta
sem família, e com neném

Mais vitimismo. Já foi o tempo em que prostituta era sinônimo de mulher destituída, sem qualquer outra opção na vida. Tem bastante prostituta hoje que é garota de classe média, universitária, visando dinheiro fácil. Assim como as prostitutas universitárias, Joana está longe de ser uma coitadinha. Ambas fizeram uma escolha. E escolhas tem consequências.

E agora, e agora?
meu pai vai me espancar
mas ah, tem jeito

mamãe me ensinou a tricotar.
Sangue e choro… no chão do banheiro
morreu mais uma vagabunda
aos olhos do Brasil inteiro

A morte de Joana é resultado das escolhas de merda que ela fez em vida. Ignorar o pai. Se envolver com um vagabundo. Abrir as pernas sem proteção. Tornar seu problema público, em busca de aprovação. Descontar covardemente seu problema no próprio filho, ao invés de assumir a responsabilidade pelo que fez. 

aborto sem sucesso
país sem progresso

Me traz mais um chá de canela
que a próxima deve ser a Gabriela.”

Provavelmente porque Gabriela é outra vagabunda sonsa e burra.

‪#‎LegalizeOAborto‬ ‪#‎VentreLivre‬

Tentar explicar para uma feminista/abortista que o corpo da criança não é dela, que ela tem responsabilidades e não apenas direitos, e que não pode sair matando ao bel prazer, é como explicar leis e moralidade a ladrões, traficantes, e qualquer outro animal falante incivilizado. 

Assim como latrocínio, e tráfico de drogas, aborto – salvo em casos de estupro e risco de vida – é crime previsto no código penal. Mulheres que morrem praticando aborto clandestino não são vítimas, são criminosas, e as que sobrevivem ao procedimento, deveriam ir para a cadeia – coisa que não acontece porque historicamente, a sociedade, opressora que é, passa a mão na cabeça das mulheres.

Alguns dos argumentos mais comuns (que não implicam no uso de estatísticas falsificadas) é o de que mulheres ricas abortam com impunidade, enquanto às pobres tem que arriscar a vida. O que é basicamente o argumento que os petistas usam sobre o porque os políticos do PT deveriam cometer crimes e ficarem impunes: porque os do PSDB também ficaram impunes. Ao invés de lutar por um sistema legal eficiente e por menos impunidade, essas pessoas lutam para legalizar o crime e por mais impunidade. O nível de inveja, estupidez, e falta de caráter é surreal.  

A morte dessas mulheres deve ser tão lamentada quanto a do assassino/traficante que morre durante a prática do crime, ao trocar tiros com a polícia. 

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