Sobre

Da apatia à ação.

Confesso que, apesar de sempre ver muita informação, importante ou não, em blogs, nunca me interessei em fazer um, eu mesmo. Afinal isso significaria sair da minha rotina, expor as minhas idéias não-tão-populares, e ter que decidir entre censurar idiotas para os quais não tenho mais a menor paciência, ou entrar em discussões que na maioria das vezes, não levam a nada.

Eu adotei a política “Vai insistir nisso? Então foda-se!” há muito tempo atrás. Eu percebi que tem muita gente estúpida, ou mal intencionada mesmo, que simplesmente vai fazer o que der na telha, e contar com o seu espírito cristão para limpar a merda resultante. Com certeza existem pessoas que se apercebem de que certas atitudes são prejudiciais, e mudam. Mas existem aqueles que empunham a própria estupidez como um escudo, rebatendo qualquer explicação, conselho, ou reprimenda que vá na direção deles. Pior, com o passar do tempo, essas pessoas não apenas acabam mal acostumadas, como também adquirem a ideia de que é seu dever ajudar a limpar a sujeira delas, afinal, a culpa é da “sociedade”. E esse é o truque. Te colocar a serviço de quem não se importa. O responsável sem prestígio, por aqueles que desejam o prestígio sem responsabilidades.

Com o tempo, isso começou a me irritar e me frustrar. Mas percebi que o errado era eu. O erro está em admoestar a pessoa, mas prosseguir limpando.

Infelizmente existem pessoas com as quais não vale a pena seu perder tempo. Elas devem ser deixadas com seus erros, para que quando os problemas acumulados se tornarem insustentáveis através da autoenganação, elas mesmas se mexam e os resolvam, e se não houver solução, que elas aprendam a conviver com eles. O tempo que você perde tentando ajudar alguém assim, é um tempo que poderia ser utilizado ajudando várias outras pessoas que precisam, e que, principalmente, reconhecem que precisam. Essas são as pessoas com quem vale à pena construir uma sociedade. Mas para isso, é preciso revisar seriamente o que você quer, e em que hierarquia de valores e necessidades você opera.

E aqui está o que me fez capitular, e começar a escrever. Conheci grupos de pessoas de mentalidade não-esquerdista, que divulgam conhecimento para aqueles interessados em alternativas de vida que não a zumbificação marxista, niilista, pós modernista, feminista, e outras neo-imbecilidades. Claro, como em todo grupo, existem pontas soltas, existem os mal guiados, e existem alguns radicais e geradores de discórdia que precisam ser expulsos. Mas acho que qualquer grupo é passível disso. E há algum tempo atrás, alguém entrou na minha vida, e me convenceu a não desistir das pessoas, mesmo que nossas posições políticas contrárias fossem uma fonte de discordância constante, e acabamos seguindo caminhos separados.

Dedico este blog aos meus poucos – porém verdadeiros – amigos, e à minha inspiração.

[]’s

Yan Cabral.

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