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O texto a seguir é a transcrição de um discurso de Jack Donovan, autor do livro The Way of Men, e fala sobre como os homens se tornaram párias dentro da sociedade decadente americana, e como responderem aos abusos do governo e seus asseclas.

Políticos corruptos, imprensa mentirosa e comprada, regalias para grupos vitimistas (feministas, gayzistas, afronazistas) às custas dos outros, e a demonização dos homens, da heterossexualidade, e do cristianismo.

Podemos fazer bom uso desse texto.


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– Jack Donovan

Pode haver um colapso. Poderia acontecer. Poderia acontecer amanhã. Deuses vingativos poderiam arremessar rochedos dos céus, varrendo a terra com incêndios e inundações. Poderia haver sangue nas ruas e ranger de dentes. Uma praga de gafanhotos ou abelhas assassinas, alguma gripe chinesa ou o Apocalipse Zumbi. Seus cartões de crédito podem estourar e seus “smart”phones podem ficar estúpidos. Nós podemos ser forçados a nos bandearmos em gangues primitivas e lutar pela sobrevivência. Nós podemos ser forçados pela circunstância além de nosso controle para redescobrir caminhos mais familiares para nossa espécie – para nossos cérebros ancestrais – que esse alastramento infinito banal de parques corporativos e shoppings.

Ou você pode simplesmente conquistar aquele dia como leão, morrer como nasceu, chutando e berrando e coberto no sangue de alguém.

Isso tem certo apelo.

Mas enquanto qualquer ou todas dessas coisas poderiam ocorrer (e tudo isso poderia correr amanhã), também é possível que esse sistema corrupto e falido continue capengando por um longo tempo.

Sim, ele deve cair catastroficamente. Ele merece cair. Mas não importa o quanto o mundo precise de um ajuste de contas ou um botão de resetar, é muito mais fácil quotidianamente para as pessoas em cada nível da sociedade continuar remendando tudo junto e fazendo o melhor possível até que se acabem os remendos.

Assim…até que chegue esse dia…até que se esgotem todos os remendos… Até então, quase todo mundo, mesmo líderes americanos, parecem concordar que a América está em declínio.

E durante este declínio, nós podemos esperar ver mais do que já temos visto. Para a maioria das pessoas, isso significará uma redução “progressiva” da qualidade de vida e a redução das expectativas.

O que não veremos é algum “grande despertar” ou uma mudança dramática em liderança ou direção. As pessoas que governam a América não vão “cair na razão”.

Conforme a América decai e se torna um Estado falido, as corporações e empresários e burocratas que a governam continuarão a pregar globalismo e multiculturalismo e feminismo.

Eles continuarão a condenar tudo que possa ser considerado racismo ou tribalismo – especialmente entre brancos – até que estes estejam seguramente na minoria. Eles continuarão a condenar o “sexismo masculino” e continuarão a promover qualquer tipo de sexismo feminino que emascule ou desvalorize homens. Eles continuarão a promover reverência por sua própria classe sacerdotal acadêmica ao mesmo tempo condenando como “extrema” qualquer crença religiosa que desafie a autoridade moral das crenças progressistas. Eles continuarão a promover a dependência no Estado para segurança e renda e saúde – para a própria vida.

E, não importa quantos “conflitos” eles incitem ou quantas pessoas eles matem ou aprisionem ou quão militarizados seus capangas policiais se tornam, eles oficialmente continuarão a condenar a violência.

Eles continuarão a fazer tudo isso porque isso faz total sentido para eles.

Se vocês fossem os governantes de uma nação em declínio, cuja população está fadada a perder riqueza e status e vocês quisessem proteger seus próprios interesses e preservar suas cabeças, por que vocês não iriam querer manter essa população dividida, emasculada, fraca, dependente, desenganada, temerosa e “não-violenta?”

Líderes podem vir e ir, mas eu não vejo qualquer razão pela qual a mensagem venha a mudar.

Muitos de vocês podem se ver como homens civilizados. Homens sãos em um mundo cada vez mais insano, vulgar e bárbaro.

Mas vocês estão errados! Vocês são os novos bárbaros.

A mensagem oficial continuará a ser que:

  • Se você acredita que os homens não foram criados todos iguais.
  • Se você acredita que homens livres devem ter acesso a armas de fogo.
  • Se você acredita que não se pode confiar ao governo a regulação de todos os aspectos da sua vida.
  • Se você acredita que raça significa sangue e herança – e não apenas “cor da pele”.
  • Se você vê que homens e mulheres são diferentes e crê que eles devem ter papéis diferentes.
  • Se você acredita que homens devem agir como homens.
  • Se você acredita que paradas de orgulho gay e casamento gay são ridículos.
  • Se você acredita em alguma “religião obsoleta”.

Se você acredita em qualquer dessas coisas, então, segundo o Estado e as corporações, a Academia e a mídia, você é um neandertal reacionário, homofóbico retrógrado, misógino espancador de mulheres, neonazista, caipira, psicótico e estúpido.

Você sabe. Dance para isso. Transforme em um remix techno. Porque não se engane: você é perigoso, traidor e muito possivelmente sedicioso.

Bem, isso me lembra as palavras do rapper Eminem:

I am whatever you say I am
If I wasn’t then why would I say I am
In the papers the news, every day I am
Radio won’t even play my jam

Não importa o que você pensa que você é. Você é o que quer que eles digam que você é. Eles controlam a mensagem. Não importa quão razoável seja sua mensagem, a rádio não vai tocar sua música. Não importa o que vocês pensam que são, para eles, vocês são os bárbaros. Então sejam. E, se vocês começarão a ser os bárbaros, então comecem a pensar como bárbaros.

O que isso significa? O que significa ser um bárbaro? Classicamente falando, um bárbaro é alguém que não é do Estado, da pólis. O bárbaro não é apropriadamente civilizado – segundo o padrão dominante do Estado. Seus modos são estranhos e tribais. O bárbaro é um forasteiro, um alógeno.

Como deve se modificar o pensamento de um homem quando ele é alienado pelo Estado de seu nascimento?

Como vai um homem de ser um homem da pólis a ser um forasteiro – um bárbaro – em sua própria terra natal?

Essas são questões importantes porque se você não vê solução política viável para a trajetória inana e inumana do Estado progressista – e eu não vejo – então qualquer mudança significativa demandará muito mais do que coletar assinaturas ou apelar ao “bom senso” do público ou eleger o candidato correto.

O que você precisa é criar uma mudança fundamental na maneira que os homens veem a si mesmos e sua relação com o Estado. Não se preocupa com mudar o Estado. Mude os homens. Corte o cordão umbilical. E deixe-os nascerem para um estado mental para além do Estado.

Mostre a eles como se tornarem bárbaros e romper o domínio do Estado. Como fazer isso? Bem, isso é algo em que estarei pensando e escrevendo pelos próximos anos.

Mas eu posso oferecer quatro linhas de pensamento que eu penso poderem ser úteis.

1- Separar “Nós” e “Eles

Essa conferência é sobre o futuro da identidade. Que identidade? Sobre quem estamos falando? Quem somos “nós”? Quando eu falo com o pessoal sobre o que está acontecendo no mundo agora, eles são rápidos em me dizer o que deveríamos fazer sobre isso, mas quem é esse “nós”?

Você e as corporações que te vendem comida lixo, arruínam sua terra e exportam seus trabalhos? Você e os “especialistas” que transformam seus valores em “problemas psicológicos”? Você e a mídia que zomba de você? Você e os banqueiros de Wall Street que financiarizaram a economia em benefício próprio? Você e os burocratas que querem te desarmar e microgerenciar cada aspecto da sua vida? Você e os políticos que abrem as fronteiras e se dobram todos para agradar um novo grupo de eleitores potenciais ao invés de trabalharem para os interesses dos cidadãos de fato do país que eles juraram representar?

Que “nós?”

Os americanos, especialmente, estão acostumados a falar em termos de “Nós o povo”. Mas há 300 milhões de pessoas nos EUA e isso são muitos “nós”. Seja mais específico.

Seja mais tribal.

Uma das melhores dicas de escrita que já recebi foi: jamais diga “pessoas” quando você quer dizer “homens”. Bem, meu conselho é jamais diga “nós” quando você quer dizer “eles”. Pare de usar linguagem democrática. Pare de fingir que estamos todos no mesmo time, porque não estamos. E não temos que estar. Decida com quem você realmente se importa. Descubra o que vocês tem em comum. Defina suas fronteiras. Decida quem está dentro e quem está fora. As pessoas que estão dentro são “nós”. Todos os outros são “eles”.

2- Parar de ficar furioso pelas coisas não fazerem sentido!

Quase nada que você lê ou ouve nas notícias hoje parece fazer qualquer sentido.

As pessoas ficam tão furiosas, tão frustradas, tão traídas. É como se “nossos líderes” fossem loucos ou estúpidos, ou as duas coisas. Não faz sentido colocar mulheres na infantaria. Isso é obviamente loucura! Não faz sentido encorajar jovens a pegar empréstimos universitários que eles nunca vão conseguir pagar. Não faz sentido trazer pessoas para o país quando você já não consegue cuidar das que já estão lá. Tudo isso é loucura!

Não faz sentido começar guerras e então dizer que você está tentando “conquistar corações e mentes”. A guerra não é uma boa maneira de conquistar corações e mentes! E se preocupar com corações e mentes não é uma boa maneira de vencer uma guerra!

Não faz sentido que banqueiros e CEOs ganhem páraquedas dourados e saiam de férias ou recebam empregos na administração logo após conscientemente e intencionalmente destruírem companhias, vidas, empregos, o meio-ambiente – segmentos inteiros da economia!

Mas se você perceber que eles – as pessoas que governam o país – estão fazendo coisas para beneficiar a eles e não a vocês, então tudo faz sentido.

Considere a possibilidade de que os líderes americanos não se importam realmente se soldados americanos vivem ou morrem. Considere a possibilidade de que faculdades e banqueiros americanos não se importam se você vive o resto da vida em dívida com eles. Eles provavelmente preferem que isso aconteça. Considere a possibilidade de que políticos americanos se importam mais com manter seus empregos e ficar bem na mídia do que com o que acontece com as pessoas de seu próprio país a longo prazo. Considere a possibilidade de que “você” não é parte de um “nós” com o qual “eles” se importam. Eu prometo que se você meditar sobre isso, as coisas vão começar a fazer mais sentido.

Se você abandonar a idéia de que essas pessoas deveriam se importar com você ou com o país, e se permitir vê-los como gangues e indivíduos trabalhando para avançar seus próprios interesses, você pode relaxar e apreciar sua estratégia engenhosa.

Abandone as expectativas tolas sobre o que essas pessoas deveriam estar fazendo. Dê um passo para trás e os veja pelo que são. Não fica com raiva. Não fique indignado. Seja sábio. Como Nietzsche recomendou: seja despreocupado, zombeteiro e violento.

3- Desuniversalizar a moralidade

Homens criados com valores americanos, igualitários, “ocidentais” querem ser “homens bons”. Eles querem ser justos, e querem ser justos com todos. Isso pode ser absolutamente paralisante.

Isso cria um conflito interno para homens – bons homens – que são especialmente atléticos ou que tem algum tipo de background militar ou policial. Eles foram ensinados a acreditar em espírito esportivo e justiça.

Eles querem fazer a “coisa certa”, não importando as circunstâncias. Eles querem ser o Batman.

Porém, também está na natureza desses homens – ainda mais que na de outros homens – pensar verticalmente, hierarquicamente, tribalmente, pensar em termos de “nós” e “eles”. Avaliar os outros naturalmente, primariamente, pelas virtudes táticas masculinas de força, coragem, domínio e honra.

Mas assim que acaba o jogo de futebol americano ou o filme de super-herói, a América progressista volta a odiar e punir essas virtudes. A América progressista volta a odiar e punir homens que agem como homens. Esses “homens bons”…esses caras que querem ser heróis são culpados e enganados e abandonados e tratados como lixo.

Não importa qual seja a mensagem da América progressista, no que concerne homens que agem como homens – especialmente homens brancos – ninguém realmente se importa se eles são tratados de forma justa.

Ainda assim, esses homens bons não querem excluir as mulheres de nada porque isso parece injusto. Eles tem irmãs e mães e querem que todos tenham uma chance. Mas as mulheres – enquanto grupo – não se importam quando homens se sentem excluídos.

Na verdade, quando homens levantam qualquer objeção, grupos de mulheres são os primeiros a chamá-los de “reclamões” e “perdedores”. Homens brancos “bons” se importam com o que acontece com negros enquanto grupo. Eles querem garantir que os negros sejam tratados com justiça e de forma igualitária e saem do próprio caminho para garantir que não estejam “discriminando”.

Os negros enquanto grupo se importam com o que acontece com os brancos enquanto grupo? Um pai mexicano com três bebês se importa se alguma criança branca dos subúrbios consegue arranjar algum emprego de verão?

O problema desses valores ocidentais tardios é que eles funcionam melhor como valores intratribais.

Eles só funcionam quando todos estão conectados e são interdependentes. Justiça e espírito esportivo promovem harmonia dentro da comunidade. Mas em algum ponto você tem que traçar essa linha. Você tem que decidir quem é parte da comunidade e quem não é.

Você não pode jogar limpo com pessoas que não se importam se você for varrido do mapa. Você não tem que odiar todos que não são parte da sua tribo, mas é idiotice continuar a se importar com pessoas que não se importam com você.

Esses tipos heróicos são os guardiões naturais de qualquer tribo, mas suas naturezas heróicas são desperdiçadas e abusadas quando se demanda deles que protejam a todos, até inimigos e ingratos que os desprezam.

Se os Bárbaros Ocidentais vão preservar alguma porção de sua herança e identidade ocidentais, eles precisam resolver esses conflitos morais.

Eles não precisam necessariamente abandonar a moralidade ou a virtude moral, mas eles precisam erguer sua aegis e se tornar, como na República de Platão, “nobres cães que são gentis com seus familiares e o oposto com estranhos”.

Seja moralmente responsável. Mas apenas perante a tribo.

Se eles vão prosperar e perdurar em uma nação decadente, os Novos Bárbaros precisam desistir da trágica e incompreendida rotina de herói e perceber que eles não são o Batman. Por que alguém gostaria de ser?

4- Se tornar independente do Estado, e interdependente um com o outro

Os Estados Unidos da América e suas corporações principais oferecem uma grande gama de produtos e serviços. Todos eles possuem cordas atadas e quanto mais você depende deles, mais fácil é para que eles te controlem.

Não é uma grande ameaça para eles se você entra online e “curte” uma página subversiva ou vocifera sua ira solitária impotente, desde que o resto da sua identidade se encaixe adequadamente no estilo de vida burguês americano.

Desde que você continua trabalhando em alguma grande empresa e se mantenha ocupado por 40 ou 50 ou 60 horas por semana para que você possa comprar a sua grande gama de produtos e serviços.

E então, no tempo que te sobrar, você entra na internet e você pode brincar de ser o ortodoxo ou o romano ou o odinista e postar imagens legais de vikings e centuriões e cruzados.

Mas isso não é uma identidade real ou uma tribo real ou uma comunidade real. De todas as maneiras, use o Estado Progressista e tome dele o que você puder enquanto ainda há algo para tomar, mas se você realmente quer algum tipo de “estilo de vida alternativo” ao que o Estado tem a oferecer, se vocÊ quer manter algum tipo de identidade tribal que possa perdurar ao declínio e colapso da América – também conhecido como uma súbita ausência de produtos e serviços adequados – ao invés de “organizar comunidade” na internet usando cuecas ou recuar para um refúgio rural com mulher e crianças, traga algumas dessas pessoas da internet para perto de você e vivam umas próximas às outras. Tomem o controle de uma vizinhança ou um complexo de apartamentos, comecem negócios e forneçam serviços de que as pessoas realmente necessitem.

É ótimo ter escritores e pensadores, mas vocês também precisam de mecânicos e encanadores e costureiras. Sirva a todos, mas seja leal às pessoas “na família” e faça delas “suas”.

Não é necessário ser algo formal. Apenas comece a silenciosamente construir uma comunidade de homens e mulheres que pensem parecido em algum lugar. Qualquer lugar.

Não se preocupe com criar algum movimento político de massas ou recrutar milhares ou milhões de pessoas. Não se preocupe com mudar o Estado. Bárbaros não se preocupam com mudar o Estado. Isso é para homens do Estado – que acreditam e pertencem ao Estado.

Foque em umas 150 pessoas. Uma pequena comunidade de pessoas trabalhando juntas para se tornarem menos dependentes do Estado e mais dependentes umas das outras. Imigrantes recentes – muitos dos quais literalmente “não são do Estado” – podem servir de exemplo. Não era há muito tempo atrás que os irlandeses e italianos viviam em comunidades insulares. Pense nas partes russas da cidade.

Olhe para lugares como Chinatown em São Francisco: de tantas em tantas quadras, você vê prédios marcados. Alguma coisa…alguma coisa…alguma coisa…”Associação Beneficente”.

Parece legal, certo? Pode ser uma frente para a Tríade. Pode estar ali para ajudar crianças chinesas. Eu não tenho idéia. Mas eu tenho certeza que é para pessoas chinesas. Também há consultórios médicos e escritórios de advocacia e lojas de conserto e mercados. Há toda uma rede de pessoas cuidando de seu próprio povo em primeiro lugar.

Há uma comunidade ali de pessoas que são exclusivas, insulares e interdependentes. Elas procuram umas as outras primeiros pelo que precisam. Elas são mais difíceis de vigiar e mais difíceis de controlar. Elas dependem menos do Estado e mais umas das outras. E quando o colapso vier, elas vão cuidar umas das outras primeiro, enquanto todo o resto está esperando o Estado “fazer alguma coisa”.

Qualquer seja o seu “nós”, qualquer seja a sua “tribo”, ela é apenas uma idéia na sua cabeça até que você tenha um grupo de pessoas realmente interdependentes que partilham do mesmo destino. É isso que é uma tribo. É isso que é uma comunidade. Esse é o futuro da identidade na América.

A terra pertence àqueles que a tomam e a mantém. E essa terra não é mais sua terra ou minha terra – oficialmente é a terra deles. Você pode não ser capaz de retomá-la, pelo menos não por enquanto, mas vocês podem se tornar e viver como bárbaros felizes, como forasteiros interiores, e trabalhar para construir os tipos de comunidades resilientes e redes de pessoas habilidades que possam sobreviver ao colapso e preservar suas identidades após a Queda.


Link para a transcrição original: Radix – Becoming the New Barbarians

Link para o discurso original: Youtube – Becoming the New Barbarians

Link para a página do autor: Jack Donovan

Uma coisa tem chamado a atenção nas reportagens e artigos sobre a festa da Copa. Mais especificamente, sobre a festa das brasileiras na Copa. Uma festa de contradições. Essa festa meio que começou durante aquela hilária revolta contra a Adidas e a sexualização das brasileiras para o exterior.

“Brasileira não é mercadoria sexual” era o mote das vitimistas. Até os afrocoitadistas tiraram uma casquinha da situação para aparecer, usando as mulatas como desculpa. Simultaneamente, tínhamos curso de línguas estrangeiras para prostitutas, e um governo muitíssimo interessado em legalizar a prostituição, para o bem das moças, é claro. Nada a ver com o fato de que, apesar de não ser um modelo de moralidade e dignidade, prostitutas conseguem fazer uma boa quantia de dinheiro – isenta de impostos.

Claro, aqui as feministas podem fugir da acusação de hipocrisia por condenarem a objetificação de um lado enquanto apoiam do outro, com a desculpa de que o feminismo é um movimento heterogêneo, e, portanto contém grupos que defendem situações diametralmente opostas. Como por exemplo, as feministas anti-objetificação descendo a lenha na suposta campanha de sexualização da Adidas (da qual essas mulheres tecnicamente não levam um centavo), enquanto as feministas sexopositivas são todas alegria atrás do governo e a luta pela dignidade das prostitutas – e a subsequente taxação do novo nicho trabalhista regularizado, o que significa mais dinheiro público para o nosso honestíssimo governo, e claro, uma parcela da bolada para organizações feministas, seja na forma de doação ou cabide de emprego, pelo excelente serviço prestado. Que modelo de altruísmo e preocupação com o bem estar das mulheres…

O último capítulo dessa novela foi a crucificação do Luciano Huck, enquanto as gaúchas rodavam na praça com os gringos.

A coisa toda poderia ser resumida em “vamos meter o pau no Huck por sugerir aquilo que as mulheres já estão fazendo de qualquer modo, e fazem questão de exibir como se fosse motivo de orgulho”.

E no meio do tiroteio, os cegos…

Eu tenho visto muitos caras revoltados e reclamando pelos cotovelos com toda essa situação. Mas por que ficar revoltado com os negócios de costume? Mulheres fazendo vitimismo para atenuar a fama de vagabunda, e claro, exigindo tratamento de dama da sociedade. E aqui é onde esses homens erram. A situação é mais do mesmo: exigências para o cara comum, buceta para o destacado. Apenas que nesse caso, o ‘destacado’ são os gringos. Esse é um direito que elas têm, e reclamar disso é realmente recalque. Na verdade, a situação toda se torna muito cômoda para as feministas. As mulheres deslumbradas engajadas em promiscuidade casual, enquanto elas escrevem artigos e mais artigos debochando dos homens brasileiros e cuspindo nos acordos de decoro moral vigentes.

 Imponha o Do ut Des (ou Lex Talionis, que é mais divertido)

O erro dos homens é se engajarem em falação inútil com as mulheres.  Principalmente no que tange a regular o comportamento delas. Ninguém perde a vida inteira tentando convencer um mentiroso notório de que ele está agindo errado. Simplesmente pára-se de acreditar nele, e que se foda. Ele que arque com os prejuízos da conduta dele, e enfie as reclamações no rabo. As pessoas que falham em fazer isso, passam a vida inteira levando golpes, amargando prejuízos, e ainda sendo ridicularizadas pelos enganadores. Ao invés de bonzinhos, estão sendo otários.

No fim, as marias-gringo só têm a ficar felizes. Se esfregam nos destacados, e ainda tem um exército de betas chorões para esnobarem. Se uma mulher quer agir como vagabunda, o direito é dela. A obrigação de educar é dos pais dela, e se eles falharam em fazê-lo, ou ela resolveu rejeitar a educação recebida, o problema é dela. Se você perde seu tempo chamando vagabundas de puta, e criticando o comportamento delas, você está sendo burro e otário; tá bancando o capitão salva-putas. Ou você usa os serviços das putas, ou você despreza a elas, e procura mulheres de melhor nível.

O que os homens podem fazer, e é seu direito, é tratar as promíscuas como mulheres sexualmente banais – o tipo de mulher que se fizer cu doce ou exigir compromisso, romantismo, ou tratamento de dama da sociedade, você vira as costas e procura outra. Rir da cara delas é opcional. E se o homem em questão não for do tipo que pega vagabunda por questão de princípios, o tratamento é desprezo e abandono. E se elas não gostarem, podem meter o dedo no cu e rasgar, porque elas não têm direito de (ou moral para) cobrar nada dos homens, ou regular sua conduta – exatamente porque elas não aceitam que isso seja feito com elas. E o pau que dá em Chico, dá em Francisco também. Se no mundinho delas, respeito não vem por mérito, o problema é delas, não dos homens. Não importa como elas acham que devem ser tratadas, o negócio é tratar elas como elas merecem.

E já cobrindo o erro subsequente a esse curso de ação, que se dá quando elas começarem a choramingar, e os posts feministas começarem a pipocar – e isso vai acontecer: Exigir dos destacados implica em rejeição. Se os caras comuns rejeitam as exigências delas e dão o desprezo, elas ficam reduzidas a oferecerem sexo pros destacados em troca de status social insignificante, o que evidencia elas como vagabundas.

Então isso aqui é importante: nada de perder tempo dando explicações, satisfação ou se defendendo. A base do feminismo é o vitimismo, a chantagem emocional e o escândalo. Se você debochar e desprezar disso, elas se tornam invisíveis. Mulheres atirando acusações são tão ameaçadoras quanto um peido. Você sai de perto pra evitar o mau cheiro, e o problema desaparece.

 … mas evite o Quid Pro Quo.

Um outro efeito evidente da litania feminista, é provocar revolta nos homens. Isso é proposital. Nós temos programações biológicas que nos impelem a cuidar das mulheres (embora nos dias atuais elas façam cada vez mais por desmerecer isso), e a rejeição e deboches constantes constituem tortura mental. E isso é um excelente gerador de misoginia, que se torna combustível para justificar a continuidade do feminismo, já que os homens passam a fornecer provas contra eles mesmos, ao erroneamente totalizar e hostilizar as mulheres. Mas se observarmos bem, pode-se notar páginas de facebook, blogs, e comentários pessoais de mulheres revoltadas com a conduta das vagabas, porque elas tem consciência de que a fama internacional de prostituta que a mulher brasileira tem (e seus efeitos), se estende a elas também.  Seria uma tremenda injustiça jogar essas mulheres no mesmo balaio que as vagabas, e ofendê-las e destratá-las também. Aqui cabe ao homem ser homem, e estar alerta para não deixar as emoções nublarem os seus julgamentos de valor. Deixar de observar esta regra é dar ao feminismo uma de suas principais ferramentas de recrutamento. Uma boa opção é reservar a validação social para essas mulheres, caso sejam merecedoras. O Bônus é deixar as feministas e as rampeiras ainda mais putas (trocadilho intencional).


Comentário ¹: Claro, tem caras cuja imbecilidade ou manginismo é incurável, e as vagabas e feministas sempre terão tais capachos para defenestrar. Mas o que conta é não ser um deles.

“Se o homem faz de si mesmo um verme, ele não deve se queixar quando é pisado.”
Immanuel Kant

Comentário²: As primas estão faturando alto. Jeanus uillis e a corj… er, quer dizer, aquele grupo de nobres parlamentares devem estar se lamentando por esta afronta à dignidade da mulher brasileira… E os rios de  dinheiro isentos de impostos.