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Por Guilherme Macalossi

Shin Dong-hyuk nasceu na Coreia do Norte, em um campo de concentração, em 1982. Manuela d’Ávila nasceu no Brasil, em Porto Alegre, em 1981. Shin passou a infância comendo ratos e sendo torturado por oficiais do regime comunista de seu país. Manuela passou a infância de cidade em cidade, uma vez que sua mãe trabalhava como juíza. Falando em mãe, em 1996, Shin foi torturado e delatou a sua para os responsáveis pelo campo de concentração. Ela pretendia fugir com o irmão, e ele temia ser punido por causa deles. A delação de Shin valeu a execução de sua mãe e de seu irmão. Em 1999, Manuela se filiou a União da Juventude Socialista, e, em 2001, ao Partido Comunista do Brasil. Em 2004, Manuela é eleita a vereadora mais jovem da história de POA. Em 2005, Shin foi obrigado a trabalhar em uma cerca elétrica, por onde conseguiu fugir do Campo de Concentração. Manuela passou os anos que se seguiram defendendo o PCdoB, as bandeiras de esquerda e disputando outros pleitos até ser a recordista de votos em sua eleição para deputada estadual, em 2014.

Shin não desfrutou da liberdade dos comunistas burgueses do ocidente.

Shin passou os anos que se seguiram fugindo dos agentes comunistas e posteriormente se reintegrando socialmente ao mundo civilizado, na Coréia do Sul. Manuela continua comunista, tendo crescido saudavelmente em um país livre. Shin continua oprimido pelos fantasmas do passado, “ainda evoluindo de animal para humano”, segundo suas palavras ao 60 Minutes. As histórias de Shin e Manuela são paralelas, mas se entrecruzam pela força da hipocrisia de quem só vende o comunismo idílico porque passou a vida a se empanturrar de capitalismo, e pela força da tragédia de quem teve sua vida despedaçada porque passou toda ela encarando o comunismo de verdade.

A vida de Shin Dong-hyuk foi narrada em detalhes no impactante livro “Fuga do Campo 14”, de autoria de Blaine Harden. Não deixem de ler.

Link para o post original.


O que possibilita gente como Manuela D’Ávila professar tamanha escrotice e sair incólume, é a leniência com os denominados “idiotas úteis”. Idiotas úteis são, tecnicamente, vítimas do sistema. Mas eles também são promotores do sistema que vitima não apenas a eles. Não dá pra ser leniente com energúmenos que ainda hoje insistem que Cuba é um paraíso socialista, quando Alina Fernandez, a própria filha do Fidel – que teve que fugir, pra sair de lá – diz que Cuba é o inferno. E eles irão morrer repetindo essas imbecilidades, porque não existem consequências imediatas para eles; eles não vão se ferrar por apoiar um regime totalitário e genocida, até que consigam implantar tal regime dentro da sua própria sociedade.

E é por isso que os idiotas úteis devem ser não apenas refutados, mas esculhambados publicamente, para que todos os leigos vejam o que realmente está por trás do discurso de salvador da humanidade que eles professam. Isso pode ser feito como na apresentação de TV aonde a jornalista cubana Marlen Gonzalez desancou Benício Del Toro por sua interpretação de um Che Guevara versão liberalóide.

Também pode-se divulgar material como o da jovem cubana Zoe María Martínez, que explica como as coisas realmente são em Cuba, e manda os otários que a criticam irem morar lá – e não voltarem, porque ninguém sentirá falta.

A diferença deve ser sempre o foco em expor e refutar o lixo que o ativista mongolóide está defendendo, ao invés de meramente atacar o caráter do idiota útil, sem qualquer base argumentativa, como os esquerdistas fazem.

Marxismo

Posted: September 4, 2014 in Ideologia, Movimento Vitimista
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O Marxismo é a base de todos os -ismos que nos afligem hoje, incluindo o Feminismo. É melhor descrito como um sistema que viola direitos, e redefine privilégios como direitos.

Um ‘direito’ é a sua reivindicação sobre algo que você possui e / ou em que você se investe. Se alguém tem uma reivindicação sobre esse algo, maior do que a sua, seus direitos estão sendo violados, a ponto de se perderem.

Um ‘privilégio’ é uma vantagem adquirida por um indivíduo às custas da provisão ou despesa de outro. Isso não é necessariamente uma violação de um direito, porque a provisão pode ser voluntária.

O Marxismo, e cada -ismo que veio dele, rotula aqueles que investiram e ganharam de “privilegiados”, de modo que aqueles rotulados como “vítimas” ou “oprimidos” possam ter uma reivindicação sobre aquilo em que estes grupos investiram-se ou possuem.

Ao fazer isso, eles redefinem um privilégio como um direito, e em seguida, tentam convencê-lo de que isso é moral e correto. Que o que você possui, e/ou investiu em si mesmo, pode legitimamente ser reivindicado por outros.

Todas as teorias, estudos, “ciência”, estatísticas, “história”, citações e fontes que fazem esta reivindicação, de que alguns têm direito ao que os outros possuem e ou se investiram, são fraudes, mentiras, e besteiras eloqüentes. Se um -ismo não é construído a partir de axiomas e princípios sólidos, não é nada mais do que mentiras eloqüentes e babaquice.

Aprenda a identificar isso quando discutir com essas pessoas e desmascará-las quando empregarem essa tática, e esteja pronto para as acusações de “discurso de ódio”.

Mesmo sendo algo nocivo à sociedade por promover a destruição da unidade familiar, da civilidade, da moral, do sistema legal, e mesmo de profissões inteiras, o feminismo foi o sistema de engenharia social mais bem sucedido dos últimos dois séculos, e continua expandindo sua influência no meio acadêmico e na mídia, encontrando poucas denúncias ou oposição consistente, tendo já sido socializado no Ocidente, em partes do Oriente, e com algumas aparições no mundo islâmico.

Em teoria, o feminismo é uma ideologia que, tal qual o marxismo, baseia sua conclusão em premissas recortadas da realidade, para manipular o maior número possível de otários, perdedores, e frustrados, a perseguirem metas que conduzirão ou facilitarão os verdadeiros objetivos dos intelectuais por trás da ideologia. Mas porque é tão difícil expor o esquema pelo que ele realmente é?
Porque além daqueles que defendem e divulgam o feminismo por lucro pessoal ou por ignorância, aqueles que combatem o feminismo:

  1. Ou falham em fazê-lo por combater apenas os efeitos evidentes;
  2. Ou combatem apenas os efeitos prejudiciais aos próprios interesses (como os esquerdistas “anti-feministas” Robert Briffault e Ernest Belfort Bax);
  3. Ou falham em diagnosticar as causas que criam e mantém o feminismo, acabando por indiretamente contribuir com ele.

Guerra de muitos frontes

O feminismo precisou de bem mais do que lésbicas e brancas desocupadas de classe média-alta queimando sutiãs para ser bem sucedido. Entre alguns fatores que contribuem para o feminismo, podemos citar:

  • O feminismo é uma versão cancerígena dos papéis de sexo: os papéis foram fundamentados na biologia. Hoje, há quem diga que essa divisão era “injusta”, porém, essas pessoas não sabem e nem se interessam em saber sobre o cenário histórico onde essas divisões ocorreram e se aprofundaram. Não passa pela cabeça deles que, em tempos onde não existia tecnologia, ou o conceito de ‘polícia’, uma mulher grávida era um peso morto, e um alvo fácil para predadores, ou homens de tribos rivais. Conforme as sociedades foram se tornando mais ordeiras e menos perigosas, os papéis de sexo foram se balanceando naturalmente. O feminismo é uma intervenção artificial nestes papéis, pleiteando direitos sem deveres para as mulheres, e até certo ponto, que os homens possam abdicar de alguns deveres (é desse modo que elas conseguem seguidores masculinos) – contanto que tais deveres masculinos não sejam aqueles que beneficiam as mulheres. Você jamais verá uma feminista defendendo o direito dos homens optarem por não se importar com os problemas das mulheres, mesmo sendo as mulheres legalmente responsáveis por si mesmas, e por tanto, as únicas obrigadas a resolverem os próprios problemas. Mesmo que na prática, as mulheres não vejam problema em não se importar com problemas dos homens – mesmo os que elas mesmas causam. Isso é fundamentado em dois imperativos biológicos: o feminino, de reclamar para obter recursos para si e para a prole, e o masculino, de proteger e prover para os membros mais fracos da espécie. Ah, as mulheres não são fracas? Que tal uma greve policial, só que dessa vez nenhum homem protege nenhuma mulher?
  • Muitos não sabem o que de fato é ginocentrismo (que existe dentro do andronormativismo e nos trouxe até aqui), e tratam como se fosse ginonormativismo (feminismo) e ginolatria (manginismo).
  • Muitos homens contra o feminismo, o promovem indiretamente: mesmo com todos os pontos claramente anti-homem, e muitas vezes, algum conhecimento acerca do viés político do feminismo, muitos homens terminam por promovê-lo, seja por ginolatria, por ser uma notória rota de fuga de responsabilidades sociais, ou mesmo por ganhos materiais. Porém, o pior quadro são os homens anti-feministas que acabam promovendo o feminismo indiretamente, seja por não querer abrir mão de certos aspectos derivados do feminismo, como a promiscuidade feminina, seja financiando o movimento através de gastos com a indústria do entretenimento (revista Playboy, alguém?), a indústria do divórcio, do aborto, o consumismo de produtos de entidades ligadas as fundações internacionais, etc. Há os chefes manginas, que criam facilidades ou mesmo estropiam as normas de conduta nas empresas para acomodar os caprichos das mulheres, e mesmo as religiões abraâmicas ocidentais, que tem se modernizado, e com isso, adquirido uma postura relaxada em relação ao feminismo/esquerdismo dentro da Igreja – uma atitude não muito inteligente, visto que tais ideologias tem como um de seus objetivos, a destruição das instituições religiosas e sua substituição pelo Estado, na vida das pessoas.
  • O feminismo, assim como o socialismo, é um movimento heterogêneo, motivado por uma fantasia utópica em comum. Sendo consequencialistas que defendem a justificativa dos meios pelo fim, isso lhes permite adotar qualquer tática para atingir sua meta: um grupo de feministas agride incessantemente as mulheres não feministas, enquanto outro grupo oferece acordos de paz e promessas de benefícios, defendem e fazem apologia à piranhagem das mulheres¹ ao mesmo tempo em que condenam a objetificação das mesmas. Alegam interesse no bem estar dos homens enquanto utilizam um instituto de pesquisa econômica do governo e a mídia para fazer parecer que todos os homens do país são estupradores. A lista é extensa. Assim como no socialismo, todas as falhas, mentiras e buracos na teoria feminista serão atribuídas à agentes humanos, mantendo a definição utópica incólume, e apontando as “feministas boazinhas” (que são apenas trouxas idealistas alegóricas e inócuas) como as verdadeiras representantes do movimento, ao invés das líderes – estas sim, psicopatas e lesbonazistas.
  • O feminismo é financiado por homens: O feminismo era um bando de lésbicas e riquinhas mimadas insatisfeitas, sem qualquer importância, que encontraram sua porta de entrada para a sociedade quando se filiaram a esquerda ideológica – os marxistas/socialistas/comunistas. Várias líderes feministas de todas as épocas são publicamente conhecidas por terem laços (parentes, marido), ou mesmo serem membros de tais partidos. Margareth Sanger rodava na mão dos amigos socialistas do marido. Simone de Beauvoir era pratinho de micro-ondas de Sartre e cia. Betty Friedan era comuna. E como braço do movimento marxista, o feminismo é financiado pelas grandes fundações dos socialistas fabianos, como a Fundação Ford, e a Fundação Rockefeller – o cabeça da Rockefeller, Steven Rockefeller, admite que é socialista (6:49)². Muitos homens passam o tempo sendo contra as mulheres e esquecem esse pequeno – mas fundamental – detalhe.

Conhece o teu inimigo

A primeira coisa que toda pessoa contra o feminismo deve fazer, é exatamente aquilo que as feministas mandam todos fazerem, mas não fazem: aprender sobre o feminismo. Do contrário, opositores do feminismo continuarão combatendo efeitos variados de maneira reativa, sem jamais se aproximar da causa do problema de maneira proativa.


1 Tinha uma foto de marcha das vadias que era uma paranaense linda, mas infelizmente não consegui mais encontrar para linkar. As outras vadias devem ter apagado por inveja. O resto, num vale a pena botar link.
² Muitos se dizem socialistas e acham absurda a idéia de um bilionário que financia um movimento que diz ser contra pessoas como ele; eles não entendem o que é o socialismo ou como ele funciona. Por isso são chamados de idiotas úteis. A maioria das feministas se enquadra no termo pelos mesmos motivos.